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Dez 24

Foi publicado hoje pelo jornal ‘O Monitor Campista’ a seguinte nota:
PSF: concurso é suspenso de novo
Uma Ação Popular impetrada pelo vereador Edson Batista, com medida liminar concedida pelo desembargador do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Binato Castro, na última sexta-feira, determinou nova suspensão do concurso público para o PSF e ACS. O desembargador acatou o argumento de que não “há fonte de custeio” para o pagamento dos possíveis aprovados.
Fonte: http://www.monitorcampista.com.br/

Não há nenhuma nota no site do IPDEP nem em nenhum outro jornal da cidade, ficaremos atentos, qualquer novidade divulgaremos aqui.

Demonstre sua indignação, comente!

Dez 24

Um comentário feito ao post abaixo em defesa aos tecnólogos, foi postado por Marcelo Pinto da Rocha, ele questiona sobre o texto.

“Novamente venho a público protestar sobre o claro preconceito da Petrobrás contra os Tecnólogos. Em seu último concurso, regido pelo “EDITAL N.º 1 – PETROBRAS/PSP-RH-3/2008, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2008”, o item 4.8 diz o seguinte: Para todos os cargos, não serão aceitos cursos de Tecnólogo ou Licenciatura.Apesar do desempenho satisfatório destes profissionais no mercado de trabalho, no Brasil continuam enfrentando barreiras, fruto da ignorância de muitos analistas de RH”.

“Os cursos superiores de tecnologia dão formação em nível superior, como qualquer outra graduação. A diferença é que seus currículos são focados no mercado de trabalho, menos abrangentes do que alguns bacharelados, mas ministrados de maneira muito mais objetiva, torna o curso mais rápido de ser concluído. Podem-se encontrar cursos com carga de 1600 a 3000 horas, dependendo da área. Hoje, os tecnólogos encontram colocação garantida nos quadros de empresas com sistemas de gestão mais aprimorados. O aluno se forma no curso de tecnologia com um conhecimento profundo em sua área e “isso vem sendo cada vez mais reconhecido pelo mercado”.Sendo um profissional de nível superior, os tecnólogos podem dar continuidade ao seus estudos cursando a pós-graduação Stricto Sensu (Mestrado e Doutorado) e Lato Sensu (Especialização)”.

“No último concurso para professores de nível superior, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, referência em educação profissional no Brasil, inclui a seguinte oferta de vaga em seu concurso: “Graduado em Engenharia da área Civil, ou em Engenharia de Materiais, ou em Engenharia Química, ou Tecnólogo da área de Construção Civil, todos com doutorado em áreas afins”. Quer dizer que um tecnólogo pode ser professor de uma das mais renomadas universidades do país e não é aceito no quadro funcional da Petrobrás? Um absurdo a posição desta estatal um verdadeiro caso de polícia. Será uma tentativa de fazer reservas de vagas para os engenheiros?”

“Esta companhia manda as famosas respostas inconsistentes: “tendo em vista o porte, complexidade e especificidades próprias, que requer de seus empregados a constante mobilidade entre suas diversas áreas e regiões de atuação, a companhia avalia que os profissionais com formação superior com título de bacharel, são aqueles que atendem plenamente às exigências impostas pelas atividades inerentes aos negócios da Petrobras”. Lembrando aos prezados da Petrobrás que hoje existem os famosos cursos de bacharelado à distância, muitos são do tipo pagou-passou, pergunto: _Um bacharel, mal formado, que freqüentou bem menos uma sala de aula do que um Tecnólogo em um curso regular é mais capacitado?”

“Nosso país precisa amadurecer muito no segmento tecnológico. Nos Estados Unidos, por exemplo, 65% das oportunidades de trabalho são ocupadas por profissionais de curso superior tecnólogo. Na Europa, mais da metade na população deixa de cursar graduação plena para investir nessa modalidade. Já em países em desenvolvimento como a África do Sul e Chile, tais cursos chegam a um terço das vagas. Será que esses países estão errados? Será que só a PETROBRÁS sabe avaliar adequadamente os requisitos para contratação de profissionais na área tecnológica? É claro que não. A PETROBRÁS demonstra em seu preconceito contra os Tecnólogos, o quanto o Brasil é um país atrasado e resistente às mudanças necessárias para integrá-lo definitivamente a economia globalizada”.

Eu concordo, e vc?

Dez 24

O Cefet Campos acerta quando toma a iniciativa, de questionar os critérios, da maior empresa brasileira, que é pública e, portanto, do estado – seu maior acionista – quando a mesma define o perfil de formação, para preenchimento dos cargos especificados em seu edital de seleção ainda em vigor. A decisão do Cefet não se trata de proteção a grupos ou, mesmo de interferências em decisões que poderiam ser consideradas de competência exclusiva da empresa.

•Concurso como melhor forma de ingresso
O concurso como forma de ingresso, já garante à empresa a escolha dos melhores profissionais disponíveis no “mercado de trabalho” a serem testados, numa avaliação de desempenho, inicialmente exigida através de numa prova escrita. Sendo assim, não há porque ser restritivo na definição da formação profissional dos selecionados, se estes mostram desempenho superior nas provas exigidas.

•Tecnólogos com registros profissionais no Crea
Segundo, porque os profissionais em questão, são os graduados em cursos superiores de tecnologia reconhecidos pelo MEC e com registros da profissão no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). A empresa ao ser restritiva ela infringe a nossa Constituição, ao mesmo tempo, que perde a chance de selecionar seus futuros empregados num universo maior de profissionais.

•Contradição entre rejeitar e precisar de mão-de-obra qualificada
Em outra ponta, a Petrobras, mostra à sociedade a contradição entre a afirmação que repetidamente faz à opinião pública de escassez de mão-de-obra para atender aos seus atuais e futuros projetos dentro da cadeia produtiva do petróleo e do gás. Aliás, a empresa está investindo este ano milhões de reais junto da ANP (Agência Reguladora de Petróleo) para apoio ao projeto de formação de mão-obra conhecido como Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) instituído pelo governo federal, mas com apoio da sua principal empresa estatal. Portanto, uma incoerência apoiar a formação e restringir mão-de-obra já formada.

•Técnicos como gerentes de plataformas
Para ampliar a contradição, basta ver, que na prática, tem sido cada vez mais usual a empresa utilizar-se de técnicos como gerentes de produção de plataformas em nossa bacia de Campos, cargos que também são desempenhados por outros profissionais formados em diversas áreas, mas com atributos reconhecidos para o desempenho da função. Imagine a complexidade deste tipo de gestão de uma unidade instalada no mar, a cerca de pelo menos cem quilômetros de distância, com alto grau de complexidade tecnológica e de gestão de pessoas em ambiente confinado exercido numa unidade de produção com custo avaliado em seguro de aproximadamente um bilhão de dólares.

•Sem espaços para corporativismos
Sendo assim, não há porque impedir que tecnólogos, que possuem graduação de nível superior, possam ter acesso ao quadro da empresa ajudando-a assim, a ampliar a qualidade dos serviços que presta à economia e de uma forma mais geral à sociedade brasileira. Na verdade, trata-se de uma questão de inteligência e de visão moderna, onde se deveria reconhecer que a capacidade profissional e o conhecimento estão mais ligados ao exercício das funções do que, a brigas corporativas por espaços sem maiores argumentações.

Lógico, que o aqui se defende, não fere a necessidade de garantir à sociedade brasileira que o desempenho de qualquer que seja o profissional deva atender, a formações e responsabilidades que não traga riscos ao cidadão, nem às empresas e muito menos à sociedade como um todo. A Petrobras é a quase que a única empresa que hoje ainda cria este tipo de restrição em nosso país e desta forma, pelo seu poder refletido na sua extensa área de atuação, acaba por ser paradigma indesejável, para outros setores e empresas em diversas áreas de produção de nosso país.

•Hoje já existem mais de 3.500 cursos de graduação em tecnologia no Brasil
Segundo o coordenador geral de Desenvolvimento e Modernização da Secretaria de Educação profissional e Tecnológica do Ministério da Educação Paulo Wollinger, que ontem ministrou palestra e participou de uma mesa-redonda no Cefet Campos, que contou também com a participação deste blogueiro, já existem hoje no Brasil mais de 3.500 cursos habilitados a formar profissionais em graduação tecnológica em nosso país. Este tipo de formação existe em todos os países mais desenvolvidos no mundo.

Num mundo onde a reestruturação produtiva é crescente e as novas tecnologias de há muito já extrapolaram o muro das indústrias e chegou, ao comércio e à área dos serviços, o nosso país precisa avançar para que o desenvolvimento econômico possa colocar o país, num nível competitivo, entre as nações mais desenvolvidas. Ou fazemos isto, ou exportamos prioritariamente bens primários como o minério.

•O tecnólogo é hoje uma das importantes alternativas de profissionalização
Ao avançar nesta direção, cada vez mais o nível operacional das empresas exigem uma formação técnica, que antes era desempenhada por um profissional formado na prática com pouca escolaridade. Sendo assim, o nível de supervisão e gestão passa, cada vez mais, a ser desempenhado por um profissional de nível superior, onde se situa o graduado em tecnologia, ou pelas profissões já reconhecidas em qualquer parte do mundo. A qualidade e o perfil do formado é que pode permitir a empresa uma seleção de recursos humanos mais adequada aos seus desafios.
PS.: Oportuno lembrar que pela nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases) da Educação o Brasil possui três diferentes tipos de graduação em nível superior (desculpe a redundância, porque graduação já subentende neste nível de ensino):
1) Bacharelado (ex: advogados, engenheiros, médicos, biólogos, etc.);
2) Licenciatura – Formação de Professores;
3) Graduação Tecnológica.

Fonte: http://robertomoraes.blogspot.com/2007/05/concurso-da-petrobras-o-cefet-e-as.html

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