O rei do pop sofre uma parada cardíaca e morre! leia mais…
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“… Mas sempre existiu uma coisa que me deixa perambulando entre o mistério e o pânico. Aliás, não é “coisa” nenhuma. É metafísica. É o Sobrenatural de que tratava Nélson Rodrigues. É perturbante. É aquela massa uniforme pulando do outro lado. 23 minutos, perdendo de 3×1, e eles não paravam de pular, ninguém saía do seu aperto, ninguém ia embora. Eles nunca vão embora. Eles nunca arredam o pé. Eles não se sentam, não param de gritar. Eles não sossegam. Me perseguem, me sufocam, me habitam os pesadelos e me causam pânico. Quando eu olho para o outro lado é isso que eu sinto. Eles acreditam mais do que os outros. Mais do que eu e todos os outros juntos. E disso, meus caros, eu tenho que reconhecer, chega dá MEDO. Eles jogam com 12. E jogar com 12 deveria ser proibido. Deixar seus ingênuos meninos andando de um lado para o outro, desfilando o seu repertório de categoria e classe, só porque vestem um manto, como eles costumam se referir, foi uma imprudência. E esse foi mais um Fla x Flu para a história. Dentro do táxi, uma frase de uma criança de sete anos ficou estalada no meu tímpano: “Papai, eu tenho nojo deles”.- Eu também tenho filho… E só o que posso dizer hoje. Mas se não fossem eles essa mágica não existiria.“
Por Claudio Lampert (Torcedor Tricolor).






